De ontem e além de amanhã: o que há de diferente no horizonte?

A pressão pelo rendimento e a saúde mental das pessoas em tempos de grande estresse

Como a psicologia pode se tornar uma grande aliada das organizações em momentos de grande pressão e comprometimento da saúde mental dos indivíduos?

Essa é uma pergunta que todas as empresas, dos mais variados segmentos, em todos os cantos do mundo, deveriam estar se fazendo há, pelo menos, um ano. Mas…

Este blogpost traz o conceito da Medicina do Estilo de Vida e como este pode ser aplicado às organizações dos mais variados segmentos como parte de suas Estratégias.

Comecemos pelos bons exemplos

A campanha Janeiro Branco (https://janeirobranco.com.br/)  foi inspirada em outras ações de caráter social, com apelo dos meios de propaganda e divulgação, para sensibilizar a sociedade brasileira a respeito de autocuidados e prevenção em aspectos de saúde, tais como as campanhas que estimulam a realização de ações relativas ao câncer de mama (Outubro Rosa) e ao câncer de próstata (Novembro Azul).

Idealizada em 2014, sua inspiração foi a ideia de que o primeiro mês do ano é propício para o planejamento de mudanças comportamentais. A virada do ano usualmente nos leva a reflexões sobre o nosso “jeito de viver” e as mudanças ou manutenções que desejamos colocar em prática. Um novo ano, assim como uma folha em branco, nos permite escrever um novo capítulo de nossa história.

Três anos depois, em janeiro de 2017 o Conselho Federal de Psicologia emitiu uma nota de posicionamento a respeito da campanha, enfatizando que “(…) o cuidado com a saúde mental vai além da prevenção e do encaminhamento do indivíduo em sofrimento à psicoterapia. Nesse sentido, a efetivação das políticas públicas e inclusivas baseadas nas prerrogativas da universalidade, da integralidade e da equidade, buscando a interlocução com outros saberes e práticas profissionais, mostra-se imprescindível para a promoção da saúde mental.”

Saúde integral

O caminho da saúde integral pode ser um argumento na defesa dos caminhos para superação do estigma ainda associado às doenças mentais, tema da redação do Enem 2020 realizado no início deste ano.

O assunto foi intensamente debatido no ano passado em diversas situações após o início da pandemia da Covid-19, tornando-se pauta frequente no mundo corporativo, inclusive com a realização do Summit de Saúde Mental nas Organizações no início de dezembro último, e segue neste ano com a Corporate Mental Health Week. Enfim, à luz do Janeiro Branco, ainda é oportuno ajustar planos e metas para 2021, mesmo com o primeiro mês do ano finalizado.

Depois de tantas análises e debates das repercussões dessa temática em 2020, abordando aspectos individuais ou coletivos, sabemos que o horizonte praticável não depende apenas de nossos planejamentos, prazos e capacidade de execução de tarefas em alto nível de rendimento.

O caso dos Jogos Olímpicos de Tóquio

A esse exemplo, vivemos o ineditismo do adiamento da edição dos Jogos Olímpicos. Em épocas anteriores, as grandes guerras mundiais obrigaram à suspensão dos Jogos, mas desta vez tivemos a mudança de data após uma semana de incertezas. Aliás, as incertezas ainda pairam no ar. Mas a vida não é assim, sempre?

Atletas de alto rendimento não estão imunes às alterações de humor ou dificuldades psicológicas intensas, ou seja, não é exatamente a preparação de alto nível que nos faz aptos ao enfrentamento e superação de desafios tão diversos ou inesperados como tem sido a pandemia da Covid-19.

O que fazer então?

Muitos psicólogos e outros especialistas afirmam que manter o foco de ação em comportamentos efetivamente controláveis nos coloca em contato com consequências mais favoráveis. Isso quer dizer que atenção demasiada em situações macroestruturais ou informações muito distantes de nossa rotina e nosso cotidiano nos expõem à continua sensação de incapacidade, o que pode levar a uma cascata de reações desagradáveis ou muito prejudiciais.

Mais um exemplo do esporte

As dificuldades de adaptação psicológica e mesmo de transtornos mentais entre atletas de alto rendimento não são uma novidade, mas sofrem o mesmo preconceito que na sociedade em geral, inclusive no mundo corporativo. Há dois anos, no mês de janeiro, uma matéria jornalística apresentava um exemplo desses acontecimentos. O consagrado goleiro italiano Gianluigi Buffon relatou o enfrentamento de um processo depressivo e episódio de ataque de pânico que o impediu de entrar em campo aos 25 anos de idade. Recentemente, aos 42 anos, o atleta teve seu contrato renovado e segue em alto nível competitivo, talvez como um exemplo de que é possível superar dificuldades transitórias tão intensas.

Reações e comportamentos individuais são amplamente noticiados em casos assim, mas nem sempre são conhecidas as circunstâncias que levam ao esgotamento psicológico e, principalmente, ainda são necessárias medidas inovadoras para uma compreensão e intervenção clara em relação à prevenção e tratamento de desgastes emocionais e cognitivos nos contextos de alta performance.

Em 2020 a Associação Internacional de Psicologia do Esporte publicou o consenso sobre saúde mental de atletas, no quadriênio Olímpico e Paralímpico. Outros documentos semelhantes nos últimos três anos afirmam que os atletas estão sujeitos aos riscos de saúde mental em proporção semelhante à população em geral. A publicação fala sobre o papel das instituições esportivas como fator fundamental para criar e manter uma cultura saudável, bem como aponta que todos os profissionais são corresponsáveis em fortalecer um ambiente para a diminuição dos estigmas, quer seja nas rotinas de treinamento, quer seja durante competições.

Enquanto isso, no mundo corporativo…

Percebemos que, a despeito do contexto de atuação profissional em que estamos envolvidos, as ações de autocuidados individuais devem ser articuladas com a Gestão Estratégica das organizações envolvidas, a partir da implantação de processos de trabalho, do estabelecimento de metas e do efetivo gerenciamento de estresse.

A cultura organizacional, o modelo de negócio e a implantação de estratégias para o fortalecimento comportamental podem ser fortes aliados na criação de ambientes mais favoráveis à saúde integral ao longo de todo ano de trabalho ou da temporada competitiva. Não se trata, portanto, de uma campanha mensal ou de um alerta movido por acontecimentos “imprevistos”.

Assim com as transformações já sinalizadas pela chegada da Industria 4.0 e os desafios trazidos pela pandemia da Covid-19, é fundamental analisar de que forma podemos criar sinergia e cooperação entre grupos intergeracionais, evitando episódios emocionais destrutivos como o jovem Buffon viveu aos 25 anos e, ao mesmo tempo, somando esforços para o enfrentamento dos desafios da maturidade que um profissional enfrenta com idade e em relação à sua futura aposentadoria.

É fundamental identificar as demandas sociais nas diversas fases da vida, associadas ao repertório de proteção e às perspectivas de sucesso ou segurança futura. Demandas financeiras e familiares são acumuladas com as pressões de performance (esportiva ou corporativas) e, cada vez, mais os perfis que utilizam excessiva autocobrança não têm atingido seus resultados.

A Medicina do Estilo de Vida como elemento da Estratégia de uma organização

A medicina do estilo de vida (https://cbmev.org.br/) tem crescido como uma perspectiva de forte valor preventivo ao que associamos a necessidade de um bom planejamento estratégico de vida institucional. Pessoas e corporações podem se beneficiar do conhecimento acumulado pela ciência e pelas experiencias de outros atores sociais semelhantes, como os stakeholders de seu negócio.

O passado nos parametriza com uma boa análise de risco e um maduro plano de trabalho diante de desafios já identificados. Dentre as diversas ferramentas para o enfrentamento dessas demandas todas estão, por um lado, a consultoria em Estratégia & Gestão – que tem por obrigação levar esse tema ao mais alto nível da formulação do Planejamento Estratégico das organizações em geral – e, por outro lado, a utilização de conhecimentos para o equilíbrio comportamental individual. A esse respeito esperamos fornecer exemplos e perspectivas de aplicação prática em nossos próximos posts. Aguardem!

Quer conhecer como a EDX Consultores associa essas questões à Estratégia de seus clientes? Deixe sua opinião ou dúvida no campo abaixo. Teremos o maior prazer em conversar com Você a respeito!


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